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NOTÍCIAS: Campinas-SP
Nos 'bairros de ninguém', a luta ingrata
 
foto Notícia Campinas
 
16/04/2018 - Nos 'bairros de ninguém', a luta ingrata
Esqueça a Campinas dos shoppings elegantes, dos restaurantes refinados, dos carrões desfilando. Os bairros que brotaram por aquelas bandas — no limite com as vizinhas Hortolândia e Monte Mor — têm ruas poeirentas, esgoto recolhido em fossas, ligações improvisadas de água e energia. O morador caminha meia hora para chegar à escola e ao posto de saúde. Ônibus não existe. Carro de polícia não passa por lá. Os moradores reclamam que são ignorados pelas três prefeituras.
Nos “bairros de ninguém”, há construções modestas e quintais sem cerca. E há quem more por aqueles bairros há 20 ou 30 anos. Alguns loteamentos são regulares, com contrato de compra e venda e tudo. Outros são glebas invadidas. O detalhe é que as antigas glebas rurais da região integravam uma área de proteção ambiental (APA) reconhecida desde 2012 pelo governo municipal, mas que nunca saiu do papel.
O território, no passado tomado por nascentes e matas nativas, foi repartido em terrenos. Ao o longo das décadas, foram erguidas as casas. Há bairros, aliás, criados antes mesmo da APA. Lugares onde não anda nem carteiro, e as ruas são identificadas por numerais.
“Eu moro aqui”
O mais irônico é que nem os próprios moradores sabem em que município residem. O garçom Lucas Carmona, por exemplo, cresceu ali, na empoeirada Rua 21, coração do Paviotti II. “Não sei se moro em Monte Mor, Hortolândia, Campinas. Sei que moro aqui”, gargalha. O vizinho dele, seo Jesuíno Borges de Carvalho, de 78 anos, conta que foi o primeiro morador da quadra. Ele morava no Parque São Quirino, em Campinas, e pagava aluguel. Comprou o lote e, nos finais de semana, ele próprio ergueu a casinha e garantiu teto para a mulher e os sete filhos. “Cheguei aqui há 38 anos. Naquele tempo, diziam que o loteamento ia ser asfaltado. Estou esperando...”, reclama.
O pintor automotivo João Nascimento Filho, de 43 anos, também se diverte com os limites confusos. “Segundo o Google, eu moro em Campinas. Mas quem manda carnê de IPTU é Monte Mor. Quem presta serviço? Nenhum dos dois”, dispara. Ele se mudou para a casa modesta em 1989, mas conta que nunca teve benefícios como o ônibus coletivo, a escola, o posto de saúde. Ele mostra o Paviotti I, do outro lado do riacho, em um ponto mais alto da paisagem. “Eu ando até lá para pegar ônibus. Dá uma meia hora daqui”, diz, conformado. “Ah, o Paviotti I é de Monte Mor”, diverte-se.
Pelo estradão, caminhava a dona de casa Verbena Lima, de 48 anos, e o filho Felipe. Ela, que sempre morou no Paviotti II, conta que se cansou de comer poeira, e se mudou para a Bahia. “Aqui, o povo paga imposto e não é respeitado. Fui embora. Volto só pra ver minha gente, de vez em quando”, falou.
O barranco, o poeirão
Também mora no bairro, há 18 anos, o seo Josias Silva Santos, de 68 anos. A casa foi construída na vala, e ele tirou do próprio bolso o dinheiro que comprou os caminhões de terra para fazer o aterro. A rua sem asfalto passa na altura do telhado da sua casa. Ele lembra que morava na Vila Teixeira, com a mulher e três filhos.
A criançada cresceu ali no meio do poeirão. Mas as crias se casaram e partiram para o mundo. Até a mulher se foi, e hoje “vive do lado de lá”. E o viúvo agora vive sozinho. Ele, que sempre trabalhou como mecânico, hoje mantém uma pequena serralheria em um cômodo. “Ah, é o cantinho que moro em paz, sozinho. A gente não espera ajuda de governo. Gosto muito daqui. Gosto muito dos meus vizinhos. Cada família construiu a vida com muito esforço, sem ajuda de fora”, diz.
O condomínio
O senhor Dionízio Zerbini, de 67 anos, conta para a reportagem que ele o genro juntaram as economias há 16 anos, seduzidos pela chance de comprar uma chácara naquele cantinho verde do município de Campinas. Mas o Condomínio Grota Azul nasceu a partir do parcelamento supostamente ilegal de uma gleba rural. Nunca foi um loteamento regularizado. Para requisitar serviços públicos essenciais, os moradores tiveram de preencher documentos com o nome da Rua João Barone, que pertence ao município de Monte Mor.
“Ainda hoje, a gente anda pelas prefeituras e cartórios, tentando legalizar a escritura”, fala. “Eu moro em Campinas, mas para a Prefeitura meu bairro não existe.”
Em juízo
Nos limites confusos, há outros bairros “compartilhados” entre os três municípios. Como o São Sebastião, por exemplo, onde os moradores disputam os serviços prestados por cada Prefeitura.
Ou o Santa Rita, que brotou no limite entre Campinas e Hortolândia. Há quatro anos, os moradores — cerca de 300 famílias — brigam na Justiça pela regularização da posse da terra. Aquele povo sonha ter, como em qualquer outro canto da cidade, água na torneira e coleta de lixo. Hoje, os sacos abarrotados de entulho são amontoados na entrada do bairro, na beira de um estradão que pertence a Hortolândia, por onde passa o caminhão da coleta.
 
Autor/Fonte: Correio.rac/Por Rogério Verzignasse
Link Referência: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2018/04/campinas_e_rmc/545206-nos-bairros-de-ninguem--a-luta-ingrata.html
e-mail autor: rogerio.verzignasse@rac.com.br
 
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